Péri

Música, Futebol e Reminiscências

Péri e Reginho

Reginho gravou ontem na Baticum.
Gente boa!

Img_0878

2 de Fevereiro de 2011

Dia 2, dia de Iemanjá, 13 anos da Baticum!

Img_5079

Vitória é Tetra no Nordeste!


Vitoria-campeao_nordeste-2010

Vitória vence ABC de virada e conquista tetra do Nordestão

A TARDE On Line

Apesar de ter jogado fora de casa, o Vitória conseguiu uma bela virada em Natal e venceu o ABC por 2 a 1 na quarta-feira, 1º, na decisão do Campeonato do Nordeste, realizada no Estádio Frasqueirão. Com o resultado, o rubro-negro conquistou o tetracampeonato regional e ampliou a vantagem para o arquirrival Bahia, que tem dois títulos da competição.

Com o apoio da torcida potiguar, o ABC foi para cima e marcou primeiro com o atacante João Paulo, mas Kleiton Domingues estava inspirado, empatou a partida e fez bela jogada antes de tocar para Marconi virar o placar e garantir mais um título para o Leão.

Agora, o Vitória tem um jogo complicado no próximo domingo, 5, para buscar a permanência na elite do futebol brasileiro e finalizar a temporada de 2010 em grande estilo. O Leão enfrenta o Atlético-GO no Barradão e precisa de um triunfo para disputar a Série A do próximo ano.

O jogo – A equipe potiguar dominou boa parte da primeira etapa e pressionou o Vitória, que se fechou na defesa para tentar explorar os contra-ataques.

Após algumas tentativas, o ABC abriu o placar aos 12 minutos. O atacante João Paulo recebeu belo passe de Cascata e chutou cruzado. A bola enganou o goleiro Lee, que não conseguiu impedir o gol do alvinegro.

Aos 22, o time da casa continuou no ataque e quase ampliou o placar. João Paulo se livrou da marcação rubro-negra e chutou de perna esquerda, mas Lee fez uma bela defesa e evitou o segundo gol do atacante.

Aos 31, o time de Ricardo Silva foi para o ataque e conseguiu empatar a partida com Kleiton Domingues. O meia recebeu lançamento na área, tirou o zagueiro da jogada e tocou no lado direito de Wellington para marcar um belo gol.

Na segunda etapa, João Paulo continuou dando trabalho ao sistema defensivo do Leão e quase marcou o segundo do ABC. Aos 18 minutos, o atacante foi mais veloz que Dankler e chutou de esquerda da entrada da área, mas a bola foi para fora.

Apesar das tentativas do alvinegro, quem chegou ao segundo gol foi o Vitória, com outra bela jogada de Kleiton Domingues. Aos 24, o meia driblou dois zagueiros e invadiu a área pelo lado esquerdo antes de tocar para Marconi. O volante apareceu livre na pequena área e só teve o trabalho de empurrar para as redes.

Com o placar desfavorável, o ABC foi com tudo para o ataque tentando empatar a partida e quase marcou com Renatinho Carioca no fim do jogo. O lateral-esquerdo cobrou falta de longa distância e exigiu grande defesa de Lee, que voou no ângulo esquerdo para desviar a bola antes dela bater no travessão.

O Leão aproveitou o nervosismo do time potiguar e jogou com cautela para garantir o tetra da competição regional. Após o término da partida, os jogadores fizeram a festa no Frasqueirão.

ABC 1x2 Vitória

Local: Frasqueirão, em Natal (RN)
Árbitros: Charles Hebert Cavalcante Ferreira (AL)
Assistentes: Pedro Jorge dos Santos Araújo (AL) e Otávio Correia de Araújo Neto (AL)

Gols: João Paulo (aos 12 min do 1º tempo) para o ABC; Kleiton Domingues (aos 31 min da 1ª etapa) e Marconi (aos 24 min do 2º tempo) para o Vitória.
Cartões amarelos: Tiago Garça e Basílio (ABC); Léo, Esdras e Iuri (Vitória).

ABC:
Wellington; Edson (Lisa), Leonardo, Tiago Garça e Renatinho Carioca; Basílio, Ricardo Oliveira, Everton Cézar (Claudemir) e Cascata; João Paulo e Éderson (Gabriel). Técnico: Leandro Campos.
Vitória: Lee, Léo, Dankler, Alan Henrique e Iuri; Esdras  (Lucas Garcia), Vanderson, Marconi  (Leilson) e Kleiton Domingues; Edson (Jacson) e Schwenck. Técnico: Ricardo Silva.  

Filed under  //   Vitória  

Nicolelis e o Enem

no Viomundo

12 de novembro de 2010 às 20:58

Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo

por Conceição Lemes

Desde o último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Ministério da Educação (MEC) estão sob bombardeio midiático.

Estavam inscritos 4,6 milhões estudantes, e 3,4 milhões  submeteram-se às provas.  O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais e 128.200 salas.  Foram impressos 5 milhões de provas para o sábado e outros 5 milhões para o domingo. Ou seja, o total de inscritos mais de 10% de reserva técnica.

No teste do sábado, ocorreram  dois erros  distintos. Um foi assumido pela gráfica encarregada da impressão. Na montagem, algumas provas do caderno de cor amarela tiveram questões repetidas, ou numeradas incorretamente ou que faltaram. Cálculos preliminares do MEC indicavam que essa falha tivesse afetado cerca de 2 mil alunos. Mas o balanço diário tem demonstrado, até agora, que são bem menos: aproximadamente 200.

O outro erro, de responsabilidade do Inep, foi no cabeçalho do cartão-resposta. Por falta de revisão adequada, inverteram-se os títulos. O de Ciências da Natureza apareceu no lugar de Ciências Humanas e vice-versa. Os fiscais de sala foram orientados a pedir aos alunos que preenchessem o cartão, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente do cabeçalho. Inep é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão do MEC encarregado de realizar o Enem.

“Nenhum aluno será prejudicado. Aqueles que tiveram problemas poderão fazer a prova em outra data”, tem garantido desde o início o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Isso é possível porque o Enem aplica  a teoria da resposta ao item (TRI), que permite que exames feitos em ocasiões diferentes tenham o mesmo grau de dificuldade.”

Interesses poderosos, porém, amplificaram ENORMEMENTE os erros para destruir a credibilidade do Enem. Afinal, a nota no exame é um dos componentes utilizados em várias universidades públicas do país para aprovação de candidatos, além de servir de avaliação parabolsa do PRO-UNI.

“Só os donos de cursinhos e aqueles que não querem a democratização do acesso à universidade podem ter algo contra o Enem”, afirma, indignado, ao Viomundo o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos EUA, e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. “Eu vi a entrevista do ministro Fernando Haddad ao Bom Dia Brasil, TV Globo. Que loucura!  Como  jornalistas  que num dia falam de incêndio, no outro, de escola de samba, no outro, ainda, de esporte, podem se arvorar em discutir um assunto tão delicado como sistema educacional? Pior é que ainda se acham entendedores. Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo!”

Nicolelis é um dos maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem americano.

Viomundo — De um total de 3,4 milhões de provas aplicadas no sábado, houve problema incontornável em menos de 2 mil. Tem sentido detonar o Enem, como a mídia brasileira tem feito? E dizer que o Enem fracassou, como um ex-ministro da Educação anda alardeando?

Miguel Nicolelis — Sinceramente, de jeito algum — nem um nem outro. O Enem é equivalente ao  SAT, dos Estados Unidos. A metodologia usada nas provas é a mesma: a teoria de resposta ao item, ou TRI, que é uma tecnologia de fazer exames.  O SAT foi criado  em 1901. Curiosamente, em outubro de 2005, entre as milhões de provas impressas, algumas tinham problema na barra de códigos onde o teste vai  ser lido.  A entidade que  faz o exame não conseguiu controlar, porque esses erros podem acontecer.

Viomundo — A Universidade de Duke utiliza o SAT?

Miguel Nicolelis — Não só a Duke, mas todas as grandes universidades americanas reconhecem o SAT. É quase um consenso nos Estados Unidos. Apenas uma minoria é contra. E o Enem, insisto, é uma adaptação do SAT, que é uma das melhores maneiras de avaliação de conhecimento do mundo. O teste é a melhor  forma de avaliar uniformemente alunos submetidos a diferentes metodologias de ensino. É a saída para homogeneizar a  avaliação de estudantes provenientes de um sistema federativo de educação, como o americano e o brasileiro,  onde os graus de informação, os métodos, as formas como se dão, são diferentes.

Viomundo — Qual a periodicidade do SAT?

Miguel Nicolelis –  Aqui, o exame é aplicado sete vezes por ano. O aluno, se quiser, pode fazer três, quatro, cinco, até sete, desde que, claro, pague as provas. No final, apenas a melhor é computada. Vários estudos feitos aqui já demonstraram que o SAT é altamente correlacionado à capacidade mental geral da pessoa.

Todo ano as provas têm uma parte experimental. São questões que não contam nota para a prova. Servem apenas para testar o grau de dificuldade. Assim, a própria criançada vai ranqueando as perguntas, permitindo a ampliação do banco de questões. Outra peculiaridade do sistema americano é a forma de corrigir a prova. É desencorajado o chute.

Viomundo — Explique melhor.

Miguel Nicolelis — Resposta errada perde ponto, resposta em branco, não. Por isso, o aluno pensa muito antes de chutar, pois a probabilidade de ele errar é grande. Então se ele não sabe é preferível não responder do que correr o risco de responder errado.

Viomundo –  Interessante …

Miguel Nicolelis – Na verdade,  o SAT é  maneira  mais honesta, mais democrática de avaliar pessoas de  lugares diferentes, com sistemas educacionais diferentes,  para tentar padronizar o ingresso. Aqui, nos EUA, a molecada faz o exame e manda para as faculdades que quer frequentar. E as escolas decidem quem entra, quem não entra. O SAT é um dos componentes para essa avaliação.

Viomundo — Aí tem cursinho para entrar na faculdade?

Miguel Nicolelis — Tem para as pessoas aprenderem a fazer o exame, mas não é aquela loucura da minha época. Era cheio de cursinho para todo lugar no Brasil. Cursinho  é uma máquina de fazer dinheiro.  Não serve para nada a não ser para fazer o exame. Por isso ouso dizer: só os donos de cursinho e aqueles que não querem democratizar o acesso à universidade podem ter algo contra o Enem.

Viomundo –Mas o fato de a prova ter erros é ruim.

Miguel Nicolelis — Concordo. Mas os erros vão acontecer.  Em 1978, quando fiz a Fuvest (vestibular unificado no Estado de São Paulo), teve pergunta eliminada, pois não tinha resposta.  Isso acontece desde o tempo em que havia exame para admissão [ao primeiro ginasial, atualmente 5ª série do ensino fundamental)  na época das cavernas (risos). Você não tem exame 100% correto o tempo inteiro.

Então, algumas pessoas estão confundindo uma metodologia  bem estudada, bastante conhecida e aceita há décadas,   com problemas operacionais que acontecem em qualquer processo de impressão de milhões de documentos. Na dimensão em que aconteceram no Brasil está dentro das probabilidade de fatalidades.

Viomundo -- Em 2009, também houve problema, lembra-se?

Miguel Nicolelis -- No ano passado foi um furto, foi um crime. O MEC não pode ser condenado por causa de um assalto, que é uma contigência e nada tem a ver com a metodologia do teste.

Só que, infelizmente, gerou problemas operacionais para algumas universidades, que não consideraram a nota do Enem nos seus vestibulares. Isso não quer dizer que elas não entendam ou nãoaceitam o teste. As provas do Enem são muito mais democráticas, mais  racionais e mais bem-feitas do que os vestibulares de qualquer universidade brasileira.

Eu fiz a Fuvest. Naquela época, era muito ruim. Não media nada. E, ainda assim, a gente teve de se sujeitar àquilo, para entrar na faculdade a qualquer custo.

Viomundo -- Fez cursinho?

Miguel Nicolelis -- Não. Eu tive o privilégio de estudar numa escola privada boa. Mas muitas pessoas que não tinham educação de alto nível eram obrigadas a recorrer ao cursinho para competir em condições de igualdade.

Mas o cursinho não melhora o aprendizado de ninguém. Cursinho é uma técnica de aprender a maximizar a feitura do exame. É quase um efeito colateral do sistema educacional absurdo que  até recentemente tínhamos no Brasil. É um arremedo. É um aborto do sistema educacional que não funciona.

Viomundo -- Qual a sua avaliação do Enem?

Miguel Nicolelis -- É um avanço tremendo, porque a longo prazo a repetição do Enem várias vezes por ano vai acabar com o estresse do vestibular. Você retira o estresse do vestibular. Na minha época, e isso acontece muito ainda hoje, o jovem passava os três anos esperando aquele "monstro". De tal sorte, o vestibular transformava o colegial numa câmara de tortura. Uma pressão insuportável. Um  inferno tanto para os meninos e meninas quanto para as famílias. Além disso,  um sistema humilhante, porque as pessoas que não podiam frequentar um colégio privado de alto nível sofriam com o complexo de não poder competir em pé de igualdade. Por isso os cursinhos floresceram e fizeram a riqueza de tanta gente, que agora está metendo o pau no Enem. Evidentemente  vários interesses estão sendo contrariados devido ao êxito do Enem.

Viomundo -- Tem muita gente pichando, mesmo.

Miguel Nicolelis -- Todo esse pessoal que picha acha que sabe do que está falando.  Só que não sabe de nada. Exame educacional não é  jogo de futebol. Tem metodologia, dados, história. E olha que eu adoro futebol. Sempre que estou no Brasil, vou ao estádio para assistir ao jogos do Palmeiras [Ninguém é perfeito (rs)!] O Brasil fez muito bem em entrar no Enem. É o único jeito de  acabar com esse escárnio, com essa ferida que é o vestibular .

Viomundo — Nos EUA, não há vestibular para a universidade. O senhor acha que o Brasil seguirá essa tendência?

Miguel Nicolelis --  Acho que sim. O importante é o seguinte. O Brasil está tentando iniciar esse processo. Quando você inicia um processo dessa magnitude, com milhões fazendo exame,  é normal ter problemas operacionais de percurso, problemas operacionais. Isso faz parte do processo.

Nos Estados Unidos, as provas já são começam a ser feitas via internet. Como o Brasil em pouco tempo está avançando rapidamente, acredito que logo teremos várias provas por ano, como aqui [nos EUA, há sete, lembram-se?], e tudo por computador. O aluno se inscreve e, num dia e hora pré-determinados, vai com a sua senha a um terminal estabelecido — terá de se estabelecer uma rede –  acessa e faz a prova. Será um exame só para ele. Você elimina o risco de vazamento e economiza com a impressão de provas, que custa um dinheirão.

Nós estamos caminhando para o Enem ser a moeda de troca da inclusão educacional. As crianças vão aprender que não é porque elas fazem cursinho famoso da Avenida Paulista que elas vão ter mais chance de entrar na universidade. Elas vão entrar na universidade pelo que elas acumularam de conhecimento ao longo da vida acadêmica delas. Elas vão poder demonstrar esse conhecimento sem estresse, sem medo, sem complexo de inferioridade. De uma maneira democrática.E, num futuro próximo, tanto as crianças de escolas privadas quanto as  de escolas públicas vão começar a entrar nesse jogo  em pé de igualdade. Aí,  sim vai virar jogo de futebol.

Futebol é uma das poucas coisas no Brasil em que o mérito é implacável. Joga quem sabe jogar. Perna de pau não joga. Não tem espaço. O talento se impõe instantantaneamente.

Educação tem de ser a mesma coisa. O talento e a capacidade têm de aflorar naturalmente e todas as pessoas têm de ter a chance de sentar na prova com as mesmas possibilidades.


Warning: include(/home/viomundo/www/wp-content/themes/viomundo/comments.php) [function.include]: failed to open stream: No such file or directory in /home/viomundo/www/wp-content/plugins/intensedebate/intensedebate-comment-template.php on line 8

Warning: include() [function.include]: Failed opening '/home/viomundo/www/wp-content/themes/viomundo/comments.php' for inclusion (include_path='.:/usr/share/pear/:/usr/lib/php/') in /home/viomundo/www/wp-content/plugins/intensedebate/intensedebate-comment-template.php on line 8

Filed under  //   Notícias  

Nordeste is beautiful, por Nizan Guanaes

NIZAN GUANAES

Nordeste is beautiful


As palavras do embaixador Andrew Young sobre o preconceito me ajudam a pensar sobre o Brasil

ANDREW YOUNG foi duas vezes prefeito de Atlanta, para onde ajudou a levar a Olimpíada, e embaixador dos Estados Unidos perante a ONU durante o governo Jimmy Carter. Mas, acima de tudo, o embaixador Andrew Young já tinha entrado na história como um dos principais parceiros do doutor Martin Luther King na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Sua conversa brilhante me anima e me aquece numa noite muito fria da Geórgia. Existem conversas que -assim como grandes ondas- não temos estatura para enfrentar. É melhor ouvir. E seria uma burrice falar. Porque, a cada momento em que Andrew Young se cala, perdemos um pouco de história.
Os filhos de Martin Luther King estão sentados à minha frente na mesa de jantar e ouvem o embaixador Young com respeito e reverência: Young foi um dos principais ativistas da luta contra o racismo no sul dos EUA.
Inspirado por Gandhi, ele ajudou a conceber uma resistência pacífica contra leis racistas que ainda vigoravam em alguns Estados da Federação americana.
Andrew Young esteve sempre ao lado de Martin Luther King, inclusive num dos momentos mais icônicos daquela dura luta: o assassinato do próprio King no motel Lorraine, em Memphis, em 4 de abril de 1968.
Jamais vou me esquecer das palavras de Young. Ele me disse: "Meus netos não vão sofrer mais racismo organizado. A luta pelos direitos civis na América acabou com isso. O que eles poderão sofrer é o racismo desorganizado, eventual, espasmódico".

ATLANTAS BRASILEIRAS
Ao voltar ao Brasil e encontrar tolices escritas aqui e ali contra os nordestinos, as palavras do embaixador Andrew Young me alentam e me ajudam a organizar o pensamento. Não vou levar essa burrice a sério. Porque burrice acontece em qualquer lugar.
Uma das portas do crescimento deste país hoje é o Nordeste: é a nossa China estatística, a base da pirâmide, a nova fronteira. Não há grande empresa que não esteja preocupada em levar os seus produtos para onde o país se desenvolve.
Os nordestinos ajudaram a construir São Paulo e agora estão desenvolvendo o Nordeste. O IBGE já detecta mudança nos fluxos migratórios. A mobilidade da força de trabalho é mãe da competitividade.
É um dos segredos da riqueza dos EUA, foi assim que a Atlanta de Andrew Young tornou-se um dos motores econômicos do sul, sede da Coca-Cola, da CNN e de tantas outras corporações globais. Quantas Atlantas brotarão do Nordeste neste Renascimento econômico da região e do país?
São Paulo também é uma cidade que abraça a todos. Plural. Não fosse isso, sua principal rede de varejo não se chamaria Casas Bahia. Eu amo São Paulo, cidade que me acolheu e me deu tudo.
Quem derrotou primeiro o preconceito no Brasil foi o sexo. Os portugueses não trouxeram portuguesas. O Brasil sempre resolveu melhor suas misturas na prática do que no discurso.
Não conseguimos sequer responder com clareza à mais básica das perguntas nesse debate: há racismo no Brasil hoje? Como Andrew Young, acredito que não de forma organizada.
Mas o racismo institucionalizado de séculos passados ainda aparece na desigualdade entre, por exemplo, a renda de brancos e a de pretos, na denominação utilizada pelo IBGE.
É uma herança que confunde o pensamento e o comportamento, um racismo herdado, não mais cultivado.
A solução para essa dívida secular finalmente chegou. E da maneira mais óbvia. O desenvolvimento econômico é a única cicatriz para essa ferida. Estamos em plena cura. Tardia, mas eficiente.

Filed under  //   Notícias  

Atletico GO 4 x 1 Vitória

Ai, tem.
É a única explicação.
Aquelas loucas mudanças de Toninho foi o ultimo tiro que ele
poderia dar.Ao que parece não tem o time na mão, pois é nitido
que tão fazendo corpo mole.
Tiago Humberto, Soares e Evandro vão ficar sem comentários, já deu.
Vamos salvar os dedos porque os aneis já voaram.